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    Estabelece 19 pontos para uma agenda afrodescendentes nas Américas

  • II Encontro Afro-latino em Cordel

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    Confira o que rolou no Evento por Zezão Castro e Pablo Palacios

  • Cuba, Colômbia e Equador num palco da Bahia

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    II Concerto Afro-latino leva pérolas da música do continente para ao palco do Teatro Castro Alves

Show de Encerramento

Postado em 29 de maio de 2010 por FCP/MinC

O ponto alto do encerramento do II Encontro Afrolatino, na noite da última sexta-feira na Área Verde do Othon foi o badalado show de Carlinhos Brown que, como bom anfitrião, soube fazer da festa um encontro da diversidade musical diaspórica na América Latina e no Caribe. Prova disso foram as incríveis participações do marimbista equatoriano Papá Roncón, do Grupo Bahia Trio, (a bem da verdade um quarteto) e dos cubanos do Duo Así Son, que executaram canções sacadas da trilha do documentário Buena Vista Social Club.

Os mestres de cerimônia foram a jornalista Rita Batista e o ator Érico Braz que leram a Declaração de Salvador em Cordel, feita especialmente para o evento pelo jornalista Zezão Castro, com a devida entonação e interpretação que o formato literário nordestino merece.

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Tags: Carlinhos Brown, Shows

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“As teclas tem que fazer si senhor para mim“

Postado em 28 de maio de 2010 por FCP/MinC


Durante a realização do workshop de encerramento do II Encontro Afro-latino, na manhã desta quarta-feira, a platéia presente se encantou com a música da região de Esmeralda, na costa do Pacífico do Equador. A região foi fundada por um grupo de escravos que naufragaram no século XVI  naquela região e ali se estabeleceram  sem que os espanhóis nunca tenham conseguido subjugá-lo.

Papá Roncón, 78 anos é o maior expoente deste tipo de patrimônio imaterial ainda não tomado. Homem de poucas palavras, corpulento, tocador de violão, lutier de marimbas, é mais de tocar do que de falar. Lindberg Zamora também músico explicou tudo e mostrou filmes sobre a música do Equador a construção da identidade afro-equatoriana. Papá falou pouco,m mas disse muito: as teclas tem que fazer si senhor para mim e tocou nas notas agudas  si-se-nhor, si-se-senhor para decolar depois em seus ancestrais improvisos.

A marimba tradicional tem 24 tábuas e não se se consegue figurar suas notas nas escalas. É o ensinamento oral quem dita  a propagação do ensinamento. Há também a marimba cromática, com 3 escalas de fá, utilizada em orquestras.   “

È importante pra gente que mora em Salvador conyhecer  outra cultura , outra forma de fazer música a percussão está no sangue do baiano”, disse Leni Oliveira, estudante de música da Universidade Federal da Bahia. E a música segue por lá curando, celebrar nascimento,  embalando o enterro dos bebes (anjos) . Pra viver, pra sorrir, pra dormir, pra acordar. Os sons ecoam, os ares  levam e viva Papá Roncón

O e-mail da Fundação Papa Roncón: funparonborbon@latinmail.com

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Mesa de debates e Grupos de Trabalho mobilizam acadêmicos, artistas e representantes da sociedade civil

Postado em 28 de maio de 2010 por FCP/MinC


A mesa “Base de dados, mídia digital e políticas públicas” e dois grupos de trabalho (GTs), com a participação de acadêmicos, artistas e representantes da sociedade civil, marcaram a manhã do último dia (28) da programação do II Encontro Afro-latino.

O ator Antônio Pompeu e o membro do conselho editorial da revista Comunicação & Política do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, Ailton Benedito de Souza integraram o GTs Cultura, Comunicação e Tecnologias como Ferramentas de Integração.

O GT “Cultura e Educação na Integração dos Povos Afrodescendentes” contou com a participação da Secretária de Educação do Mato Grosso do Sul e da Makota Valdina Pinto, do Conselho Curador da Fundação Cultural Palmares.          

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Tags: Grupos de Trabalho

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II Encontro Afro-latino em Cordel

Postado em 28 de maio de 2010 por FCP/MinC

 Por Zezão Castro

Inspiração velha amiga
Me conheces de menino
Evoco a sua presença
Neste narrar pequenino
Direi o que vi e ouvi
E também o que senti
Neste encontro Afro Latino

Aconteceu na Bahia
Em sua segunda edição
Grupos de trabalho, mesas
Consensos e discussão
Ministros, representantes
Várias mesas importantes
Muita afro-opinião

Juca Ferreira e Zulu
Vieram lá de Brasília
Pra legitimar os pleitos
E não para botar pilha
De forma institucional
Também internacional
Foi tudo uma maravilha

Colombia , Equador e Cuba
Venezuela, Uruguai
Barbados e Nicarágua
Jamaica, woman no cry
Panamá e depois México
O espanhol foi léxico
E no próximo quem vai?

Veio a Unesco mediar
A AECID e SEGIB
Compondo vários GTs
Auxiliando quem decide
Alguns ficaram até roucos
Pena que vieram poucos
Países lá do Caribe

A diáspora africana
Alcançou o mundo inteiro
Os corpos acorrentados
Nos podres navios negreiros
Religião, som e alma
Nessa hora muita calma
Da agonia passageiros

Ao fim deste encontro
Que já tem papel histórico
Juca, o ministro, disse,
Que “saímos do retórico”
Não precisa dar descontos
Foram 19 pontos
Adeus plano teórico!

Solidariedade plena
Por meio institucional
O Brasil já dá o exemplo
Em solo internacional
Pra espalhar isso nos ares
A Fundação Palmares
Assumiu o know how

A Agenda Afro Descendente
Vai ter sua secretaria
Todas Américas juntas
Trabalhando em harmonia
Políticas públicas são
O cerne desta questão
Decidiu-se na Bahia

Há o Observatório
Afro Latino na veia
Com as redes sociais
Formando uma grande teia
Publicação de artigos
Notícias de seus amigos
É melhor que voce leia

Desenvolvimento artístico
Intercâmbio cultural
De matriz bem africana
Angola, Guiné, Senegal
Candomblé ou santeria
Seja de noite ou de dia
Proteção universal

Também o audiovisual
E sua circulação
Pulverizando as fronteiras
Entre a arte e o cidadão
Filmar sofrimento e glória
É o caldo da memória
Pra que fique uma lição

Publicações editadas
Trazendo um relato novo
Digital ou papel
Chegando nas mãos do povo
Refaz-se o processo histórico
Do processo diaspórico
Que foi pro negro um estorvo

Computador hoje em dia
Faz-se também necessário
Viver sem conexão
É um estado temerário
As línguas afro-latinas
Por que que ninguém ensina ?
Mude-se este abecedário!

As ações afirmativas
Tomando de exemplo as cotas
Respeitar as mães-de-santo
BabaIorixás, makotas
Espantar o desemprego
Criando pra isso emprego
Vão surgindo novas rotas

Afrodescendentes hoje
Querem inserção social
Futuros juízes negros
Fazendo o terceiro grau
Bastaram só oito anos
Foram-se os perversos planos
Do Brasil colonial

Xica Xavier bradou
Convém aqui registrar
“No livro da Rede Globo
O meu nome não está”
Antonio Pompeu também sabe
Que na mídia o negro cabe
Também na sala de estar

Por isso que cabe a todos
Países dos continentes
Fiscalizar todas mídias
Não discrimine as gentes
Por causa apenas da pele
E caso então ela apele
Que a Justiça mostre os dentes!

Apoiar sempre as mulheres
Que são afro-descendentes
Elevando a auto-estima
Destas mães, grandes correntes
Elo das comunidades
Nas roças ou nas cidades
Registro nesse repente

O nível das atrações
Foi pra lá de muito bom
O Grupo Bahia Trío
E o grande Papá Roncón
Que continente diverso
Que recorte de universo
Palmas pro Dúo Así Son..

No show de Elza Soares
Riachão foi o tal
Mariene de Castro foi
Levantou mais o astral
Dona Elza, sim, é bamba
Hoje é rainha do samba
E também cantou o Brown

A história sempre escrita
Pelas mãos do vencedor
Com critérios mafiosos
De preconceito de cor
Se toda revolta vale
Que a Justiça não se cale
E ninguém se cale ao amor

Encuentro Afro-latino en Cordel "¡"
Adaptação para o espanhol:
Zezão Castro y Pablo Palácios

Inspiracíon, vieja amiga
Me conoces desde niño
Evoco su presencia
En esta historia com cariño
Diré lo que vi y oí
Y también lo que sentí
En este encuentro afro latino

Sucedió en Bahia
En su segunda edición
Grupos de trabajo, mesas
Concensos y discusión
Ministros, representantes
Várias mesas importantes
Mucha afro opinión

Juca Ferreira e Zulu
Vinieron de Brasilia
Para legitimar demandas
Plantando nuevas semillas
De forma institucional
También internacional
Todo fue una maravilha

Colombia, Ecuador y Cuba
Venezuela , Uruguay
Barbados y Nicaragua
Jamaica, woman no cry
Panamá y también México
El espanhol fue el léxico
¿ Nueva fecha ya hay?

A Unesco vino mediar
La Aecid y la Segib
Conformando los GTs
Ayudando quien decide
Algunos quédarón roncos
Que pena que fuerón pocos
Los países del Caribe

La diáspora africana
Alcanzó el mundo entero
Los cuerpos engrilletados
En los barcos negreros
Religion, sonidos, alma
Es necessário tener calma
Ya no hay mas pasajeros

Al final del encuentro
Que tiéne papel histórico

Juca, el ministro, dijo

Que “dejemos lo retórico”

Ahora estamos juntos

Fuerón 19 puntos

¡ Adiós plano teórico!
 

Solidariedad plena

Por médio institucional

Brasil ya dá el exemplo

En suelo internacional

Para diseminar em los aires

La Fundación Palmares

Asumió el know how
 

La agenda afro descendiente

Tendrá su secretaria

Toda América junta

Trabajando en armonia

Políticas públicas son

El centro de esta questión

Es la decisión de Bahia
 

Hay el Observatório

Afro Latino em las venas

Com las redes sociales

Formando una gran antena

Publicación de matérias

Construyendo las artérias

De contenidos llenas
 

Desarrollo artístico

Intercambio cultural

De matriz bien africana

Angola, Guiné, Senegal

Candomblé y santería

Sea de noche o de dia

Protección universal

También el audiovisual
Y su circulatión
Pulverizando las fronteras
Cinema és revolutión
Filmar sufrimiento y gloria
És el caldo de la memória
Constroyendo la creación

Publicaciones editadas
Trayendo um relato nuevo
Digital o en papel
Llegando a las manos del pueblo
Rehaciendo el proceso histórico
Del período diaspórico
Forjado a sangre y fuego


Computadora hoy en dia

Es un bien necesario

Vivir sin conexión

Es un estado temerário

Las lenguas caribeñas

¿ Por que nadie las enseña ?

¡ Cambie ese abecedário !

Las acciones afirmativas
Como ejemplo hay las cuotas
Respetar las mães-de-santo
Babalaos, makotas
Espantar el desempleó
Creando nuevos empléos
Van surgiendo nuevas rutas

Afrodescendientes hoy
Quiéren inserción social
Futuras juezas negras
¿ Justicia haciendo, que tal?
Bastarán solo ocho años
Abajo los perversos planos
Del Brasil colonial

Xica Xavier protestó
És conveniente hablar
“En el livro de la Rede Globo
Mi nombre no está”
Antonio Pompeu lo sabe
Que na mídia el negro cabe
También em la sala de estar

Por eso que cabe a todos
Países del continente
Fiscalizar que los médios
No discriminen la gente
Solo por color de piel
Y si acaso ellos apelen
¡ Que la Justicia mostre los dientes !

Apoiar siempre las mujeres
Que són afro descendientes
Elevando la auto estima
De las madres conscientes
Centro de comunidad
En el campo campo y la ciudad
Registro en este repente

La calidad de los grupos
Com su caliente són
Viva Bahia Trío
Y el gran Papá Roncón
Que continente diverso
Que pedaço de universo
Palmas pro Dúo Así Son

En el show de Elza Soares
Riachão se destacó
Mariene de Castro fue
El astral se levantó
Dona Elza si, es bamba
Es la reina de la samba
Y tambíen cantó o Brown

La historia siempre escrita
Por las manos del vencedor
Con critérios mafiosos
Prejuícios de color
Se toda revolta vale
Que la justicia no se calle
Y nadie se calle del amor

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Mesa fala da importância da imagem e do respeito a ancestralidade do planeta

Postado em 28 de maio de 2010 por FCP/MinC


As histórias que não foram contadas, semelhanças apesar das distancias continentais, o despossuimento da imagem, da auto-estima. Esse foi o foco da Mesa Produção Midiática na América Latina, ontem (27) de noite, no II Encontro Afrolatino. Participaram da mesa os fotógrafos Walter Firmo e Márcio Vasconcelos, o diretor e produtor do filme Afrolatino, Renzo Devia, a diretora do documentário Ôrí, Raquel Gerber e a juíza Luislinda Valois, mediados pelo Diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileiro e coordenador executivo do Encontro, Elísio Lopes.

Os participantes falaram de suas experiências pessoais e profissionais tendo a imagem como instrumento de trabalho. “A fotografia é uma questão ideológica para os meus anseios de arte, faço da fotografia a minha arte”, definiu Walter Firmo.

Márcio apresentou um trabalho feito nos terreiros africanos com o objetivo de buscar as semelhanças entre o Benin e o Maranhão – Zeladores de voduns e outras entidades. “Além de estudar e fotografar os terreiros, fotografei muitas crianças do Benin, seus olhos são idênticos aos olhos das crianças quilombolas do Maranhão. As semelhanças são impressionantes”.

Renzo falou das histórias que não foram contadas. “Tem muita omissão na história da Colômbia, muita coisa não nos foi contada. Temos muitas soluções para empoderar os afro-latinos. Ajudando uns aos outros vamos construir uma nova realidade, diz o diretor do documentário que conta a história de como e quando os escravos foram trazidos para o Centro e o Sul da América até os assuntos relacionados com a identidade na comunidade hispânica até hoje.

Já a diretora de Ôrí, que fala do movimento negro no Brasil nos anos 70/80 falou da importância da imagem para o ser humano. “As imagens são subsídios para novas modificações, para a transformação de conceitos. As leis são importantes, mas a transformação precisa ser interior e nesse aspecto a imagem é de fundamental importância”. Raquel falou também da necessidade de respeito ao grande continente, a África. “É preciso o respeito as culturas mais antigas da humanidade, nós temos uma ancestralidade no planeta, a África é o coração da Terra e isso deve ser respeitado”.

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Juíza Luislinda Valois destaca importância do evento durante mesa de debates

Postado em 28 de maio de 2010 por FCP/MinC


Conhecida pela luta que empreende em defesa dos afrodescendestes na Bahia, e especial no âmbito do Poder Judiciário, a juíza Luislinda Valois, que integrou a mesa “Produção Midiática na América Latina” destacou a importância da realização do II Encontro Afro-latino na Bahia.

“É um evento grandioso, e outros com certeza virão, importante para mostrar que nós negros somos capazes, hábeis e inteligentes. Através desse momento podemos colocar nossos paradigmas e também conhecer melhor nossos ícones”, afirmou a juíza.

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Tags: Luislinda Valois

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Workshop de música colombiana termina como um arrasta-pé afro-latino

Postado em 27 de maio de 2010 por FCP/MinC


O workshop de música do II Encontro Afro-latino, acontecido na tarde da última quinta-feira no Teatro Castro Alves, culminou com uma grande festa de ritmos latinos e brasileiros. Apresentado pelo Grupo Bahía Trio, a oficina começou com uma explicação sobre os instrumentos e a importância da selva para a confecção dos mesmos, desde o couro dos instrumentos até a  chonta, uma palmeira nativa da selva Amazônia equatoriana, que é utilizada para a fabricação das marimbas.

Depois, para deleite do público, se iniciou uma série de gêneros da música afro-colombiana pouco conhecidos como o currulao, bunde, e outros acompanhados com as devidas explicações sobre escalas e tons diferenciais.  A marimba, por sinal, também conhecida como xilofone, é traço identitário maior da musicalidade das comunidades afro-descendentes da Costa do Pacífico na Colômbia e no Equador.

Sob a regência do maestro Hugo Candelário, o instrumento foi o destaque do work shop, que contou com a presença de 30 pessoas. “É fundamental que há encontros como estes porque, além da relação com os aspectos políticos, conhecemos culturas diferentes de países emergentes e a herança musical da áfrica na América Latina”, afirmou o estudante de história, Filipe Lorenzo, 21 anos.

Com a chegada do percussionista baiano Giba Conceição, começou os experimentos: o velho baião ficou “marimbado” e membro da platéia assumiram o guasá (o ganzá) e os cununos  (atabaques) e começaram a dançar. Os colombianos, por sua vez  começaram a improvisar no xotes puxados pelos baianos. Nesta hora, damas e cavalheiros começaram a dançar no tablado e o worshop terminou como um legítimo arrasta-pé afro-latino.

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Tags: Workshop

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A força da diáspora africana no som dos tambores

Postado em 27 de maio de 2010 por admin


“A história da diáspora fala da escravidão, mas fala também de quem viajou com uma música na alma, fala de pessoas que apesar de serem escravizados se rebelaram contra a aristocracia para que seus filhos pudessem ter outra vida”, disse Sidney Bartley, representante do Ministério da Cultura da Jamaica na mesa 01 ontem (27) com o tema Expressões Culturais na formação de identidades.

Segundo ele a diáspora é a manifestação do triunfo dos africanos contra a força. “A força da diáspora é a de um poder ser armas, nos tínhamos o espírito de nossos antepassados, espírito que nos acompanha ainda hoje. É o poder do povo africano refletido na nossa capacidade de resistir , no som de nossos tambores”.

Participaram ainda da mesa Madiagne Diallo, Sergio Peñaloza Perez, José Sanches Chala Cruz e Carlos Aberto Santos.

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Ministra Paula Zapata abre Encontro de Pensadores falando da força da diáspora africana

Postado em 27 de maio de 2010 por FCP/MinC


“Se o cidadão não se sente parte de algo o futuro está marcado pela exclusão”, disse a Ministra da Cultura da Colômbia, Paula Zapata na abertura do Encontro de Pensadores, hoje (27) pela manhã, no Othon Palace Hotel, em Salvador. Ela discorreu sobre a Força da Diáspora Africana.

Para ela é preciso mudar a tendência histórica de valorização do diferente e essa diversidade passa a ratificar nossas instituições, nossos espaços. No caso da diáspora esses diferentes se reencontram. A ministra alerta ainda que é preciso reconhecer a questão dos afrodescendentes de forma efetiva, não mais de forma lúdica, mas de forma completa, integral.

Ela entende que já houve importantes avanços, mas que ainda é preciso continuar se comunicando. “O afrodescendente da Colombia é diferente do afrodescendente de Cuba, do Brasil”. Para ela o movimento afro está vivendo um novo momento, um momento de catarse, mas mais ainda, de elaboração estratégica de esforços programados e consciente de reencontro. É um forte processo de denúncia, sempre vai ser, mas também de reivindicação.

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Tags: A Força da Diáspora Africana, Paula Zapata

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Encontro de pensadores é aberto com a participação de convidados e artistas

Postado em 27 de maio de 2010 por FCP/MinC


O Encontro de Pensadores foi aberto hoje (27) pela manhã no Othon Palace Hotel, em Salvador (BA). Na mesa de abertura o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, a Ministra de Cultura da Colômbia, Paula Zapata, o representante do Ministério da Jamaica, Sidney Bartley, a representante da AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento), Ana Tome e o Secretário de Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto.

“Espero que esse encontro seja tão produtivo quanto foi o encontro de ministros. Unindo a opinião e a reflexão da sociedade civil com as políticas públicas do governo vamos avançar na superação da desigualdade racial causada pelo período de escravidão”, disse Zulu.

Ana Tome falou da importância do encontro para o processo que a Agência está passando. “Estamos em um momento de debate para definir com a participação pública quais as necessidades das comunidades afrodescendentes dos países em que atuamos. E estar presente nesse encontro para nós é muito importante”.

Sidney Bartley, parafraseando seu conterrâneo Bob Marley soltou o vozerão: One Love! One Heart! Let’s get together and feel all right (Um só amor! Um só coração! Vamos seguir juntos para ficarmos bem). Sideny falou também da importância da linguagem. “Aprender outra língua abre a possibilidade de nos comprimentarmos e nos comunicarmos. A língua de uma pátria é muito importante, pois nela reside as filosofias e as ideologias das pessoas que usam essa linguagem.

Na platéia artistas como Antonio Pompeu, Chica Xavier, Érico Braz, os cineastas Zózimo Boubul e Jefferson D, o editor da revista Raça, Maurício Pestana, fotógrafo Januário Garcia entre convidados e pesquisadores.

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